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Bethor: A Coroa da Expansão
Band II · Magia Olímpica

Bethor

A Coroa da Expansão

Teil der Reihe Magia Olímpica — Sete volumes — um para cada Espírito Olímpico (os sete planetas dos antigos).

Quando a bênção e a grandeza deixam de elevar a alma e o homem passa a inflar-se com elas, tomando a força por Fonte?

Não se sobe a esta morada: é-se admitido. Há uma sala de trono suspensa no alto do céu de Júpiter, sem chão visível nas bordas, com altas portas de bronze claro que se abrem sem que ninguém as toque — não porque se tenha poder para abri-las, mas porque se recebe a graça de entrar. Nuvens largas marcham em silêncio pelos três lados abertos e, ao fundo, atrás de vidros, repousam coroas intocadas, à espera de ninguém. Ali vela o segundo dos sete governadores que o Arbatel diz postos por Deus sobre os planetas — Júpiter, guardião da bênção, da expansão, da autoridade e da grandeza. O nome que essa inteligência toma, quando consente em falar, é Bethor.

No segundo volume de Magia Olímpica, Eisenheim senta-se diante dele e não lhe pede nada — nem fortuna, nem poder, nem grandeza. Ao longo de dez tópicos e de uma tarde inteira, Bethor revela a força luminosa que lhe foi confiada — a expansão que amplia a vida, a bênção que prova o caráter, a autoridade que serve, a grandeza que eleva — e adverte, sempre do lado da luz, sobre a sombra humana que a falsifica: a grandeza que incha em vez de crescer, a honra virada máscara, a prosperidade que anestesia, a generosidade que domina pela dívida, a justiça inflamada de orgulho e o trono a que se sobe para ser visto, não para servir. Cada tópico encerra com uma Nota de discernimento, em voz do autor, que separa a bênção verdadeira da soberba que a imita.

Não há aqui rito, selo, fórmula nem evocação — e não é ficção: é uma escuta posta em forma de diálogo, uma contemplação, não uma operação. Bethor não é cortejado nem constrangido; foi Deus quem concedeu a entrada, e o próprio espírito recusa o joelho e aponta para longe de si, porque toda grandeza pertence a Quem a dá. O que o livro desmascara não é o mensageiro celeste, mas o que os homens fazem da bênção quando a tomam por mérito próprio e por Fonte.

Segundo volume de Magia Olímpica — Entrevistas com os Sete Espíritos do Firmamento. Depois do alicerce de Saturno vem a expansão de Júpiter — porque só o que tem fundamento pode crescer sem desabar, e nenhuma grandeza é segura sobre uma alma que não foi assentada.

A mesma grandeza pode elevar ou esmagar, abençoar ou comprar — e o que a separa é a mão em que o homem põe a coroa: a sua, e ela infla; a de Deus, e ela serve.

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