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Série

Magia Olímpica

Entrevistas com os Sete Espíritos do Firmamento — Sete volumes — um para cada Espírito Olímpico (os sete planetas dos antigos).

Há uma tradição antiga, guardada no Arbatel de Magia Veterum, segundo a qual o mundo não é governado ao acaso: sob o comando de ELOHIM, sete inteligências repartem entre si o tempo, a bênção, a força, a luz, a beleza, a palavra e o sonho. Não são deuses. Não são demônios. São servos — e a primeira coisa que fazem, quando alguém se ajoelha diante deles, é mandar que se levante.

Esta série é o registro de sete conversas com eles.

Frater Eisenheim não os evoca, não os constrange, não pactua e não pede nada. Quem percorreu com ele a Goécia sabe que ele conhece a arte de chamar pelo nome — e sabe também que aqui ele não a usou: pediu a Deus, esperou, e quem compareceu compareceu por ordem de Quem o governa, podendo não ter comparecido. Há toda a distância do mundo entre evocar e ser atendido. Ele apenas pergunta.

E o que os sete respondem não é o que o mundo esperava ouvir: nenhum deles oferece poder. Cada um ensina a força que lhe foi confiada — e, no mesmo fôlego, adverte sobre o que os homens fizeram dela.

Porque a tese da coleção é dura e simples: as forças do céu são boas; a corrupção é nossa. O tempo não aprisiona ninguém — nós é que transformamos limite em fatalismo. A prosperidade não corrompe — nós é que transformamos bênção em soberba. A beleza não seduz — nós é que a usamos para enfeitar a mentira. Que existam, sob esses mesmos céus, espíritos caídos que trabalham a versão corrompida de cada uma dessas forças, o leitor da Goécia e da Árvore da Morte já sabe. Estes sete não são deles.

Os sete volumes, na ordem em que os planetas descem do céu à terra:

I — ARATRON (Saturno): o tempo, o limite e a maturidade — e a rigidez fria que o homem chama de sabedoria.

II — BETHOR (Júpiter): a bênção, a grandeza e a autoridade — e a soberba que a abundância alimenta.

III — PHALEG (Marte): a vontade, a coragem e a defesa do fraco — e a violência que se disfarça de força.

IV — OCH (Sol): a luz, a cura e a glória — e a vaidade que faz da própria cura um trono.

V — HAGITH (Vênus): a beleza, o amor e a harmonia — e o desejo que possui em vez de amar.

VI — OPHIEL (Mercúrio): a palavra, a inteligência e o comércio — e a manipulação que negocia a alma.

VII — PHUL (Lua): o sonho, a memória e a intuição — e a ilusão em que o homem se afoga como Narciso.

Sete diálogos longos, densos e sem pressa, em que um homem temente a Deus pergunta a sete inteligências tementes a Deus o que elas veem quando olham para nós. Não há fórmulas, selos operativos nem promessas. Há discernimento — e, ao fim de cada tópico, a voz do autor separando o que é luz do que apenas brilha.

Ao fechar o sétimo volume, o leitor terá percorrido o firmamento inteiro para descobrir uma coisa só: nenhum dos sete quer ser adorado. Todos apontam para o mesmo lugar. E nenhum deles é o destino.

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Os 7 volumes

Aratron: O Senhor do Tempo
Livro · Vol. I

Aratron

Quando o tempo e o limite deixam de formar a alma e o homem passa a fazer deles um cárcere, tomando a força por Fonte?

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Bethor: A Coroa da Expansão
Livro · Vol. II

Bethor

Quando a bênção e a grandeza deixam de elevar a alma e o homem passa a inflar-se com elas, tomando a força por Fonte?

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Phaleg: A Espada da Vontade
Livro · Vol. III

Phaleg

Quando a força e a coragem deixam de proteger a vida e o homem passa a servir-se delas para dominar e vencer, tomando a força por Fonte?

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Och: O Sol dos Sábios
Livro · Vol. IV

Och

Quando a luz e a cura deixam de revelar a verdade e o homem passa a usá-las para o próprio brilho, tomando a força por Fonte?

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Hagith: A Beleza que Atrai
Livro · Vol. V

Hagith

Quando a beleza e o amor deixam de revelar a harmonia e o homem passa a usá-los para possuir e enfeitar a mentira, tomando a força por Fonte?

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Ophiel: A Palavra Mercurial
Livro · Vol. VI

Ophiel

Quando a palavra e a inteligência deixam de servir à verdade e o homem passa a usá-las para manipular e negociar a alma, tomando a força por Fonte?

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Phul: A Lua das Águas
Livro · Vol. VII

Phul

Quando o sonho e a imaginação deixam de refletir a verdade e o homem passa a afogar-se no próprio reflexo, tomando a força por Fonte?

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