Vehuiah
Quando a força de vontade deixa de servir à vontade de Deus e passa a ser a teimosia que só quer a própria?
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Série
Entrevistas com os Setenta e Dois Anjos da Cabala — Setenta e dois volumes — um para cada Anjo da Cabala.
Da combinação de três versículos do Êxodo — aqueles em que o anjo de Deus se desloca diante do acampamento e o mar se abre por um vento que sopra a noite inteira —, a tradição cabalística leu setenta e dois Nomes divinos, e sobre cada um assentou uma inteligência servidora, distribuída em nove coros sob os seus arcanjos, guardiã de um atributo do próprio Deus.
Esta coleção percorre os setenta e dois, um por volume. Mas não os evoca, não os constrange e não opera com eles: Eisenheim pede a Deus, e o anjo comparece por ordem de Quem o envia — podendo não comparecer. Em cada livro, senta-se diante de um deles e o interroga sobre a virtude que guarda — e sobre a sombra humana que a imita, a falsificação que se parece tanto com a virtude que passamos a vida trocando uma pela outra. Não há rito, selo, salmo operativo nem fórmula: há uma escuta posta em forma de diálogo sobre o que somos e o que fingimos ser.
Cada anjo é retratado como inteligência luminosa, serva de ELOHIM, que só diz a verdade, recusa toda adoração e devolve cada honra à Fonte. Toda reverência pertence a Deus; o anjo é mensageiro, nunca destino. Interrogá-lo é aprender a distinguir a virtude verdadeira daquilo que apenas se parece com ela — e a vivê-la, enfim, com humildade.
Uma obra literária, simbólica, filosófica e iniciática — um espelho, não um manual, e nunca ficção: o que se cala é o método, não o encontro.
O Livro I é dedicado a Vehuiah, o primeiro Nome, do coro dos Serafins, guardião da vontade, do ardor dos começos e da força de recomeçar.
Quando a força de vontade deixa de servir à vontade de Deus e passa a ser a teimosia que só quer a própria?
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